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“A diáspora é um potencial por explorar” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Em foco
As grandes empresas devem funcionar "como um 'porta-aviões' da economia", diz Pedro Reis.
O papel da Aicep na internacionalização e financiamento das empresas será um dos tópicos da intervenção de Pedro Reis na conferência Diálogos da Internaconalização, que terá lugar amanhã, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

A Aicep pode ajudar as empresas superar as dificuldades de financiamento? Uma vez que os 'ratings' reduzem a aceitação internacional procurámos assegurar a renovação das linhas COSEC a pensar nas PME's, cujas linhas tramitam agora quase automaticamente até um milhão de euros e até dois anos.

Qual é a estratégia para apoiar as empresas a internacionalizar-se? É essencial capacitar as empresas a darem o salto além fronteiras. As grandes empresas recebem o nosso apoio, mas devem contribuir também para o arrastamento da cadeia de valor de PME's, funcionando como "porta aviões" da economia. Mas a diplomacia económica é mais do que isso. É um compromisso do pessoal diplomático, que passa por transformar as embaixadas e os consulados em centros de negócios, abrindo-os à mostra de produtos nacionais. E também por ampliar a influência dos embaixadores junto de 'stakeholders', com quem o Estado português tem a obrigação de se relacionar com maior intensidade, como sejam a banca internacional, as grandes consultoras ou os fundos soberanos.

Como pode a Aicep ajudar no aumento das exportações? No actual quadro comunitário, a AICEP já apoiou mais de mil PME com 135 milhões de euros de incentivo público. E através de projectos anuais, promovidos pelas associações empresariais, apoiamos cerca de 1.300 empresas por ano em acções de promoção externa. Só para 2012 estão previstas 470 acções num conjunto de 60 mercados, com um co-financiamento público de 24 milhões.

Que mercados recomenda? A abertura de três novas delegações - Colômbia, Emirados Árabes Unidos e índia - são casos concretos: economias emergentes com crescimentos médios previstos na ordem dos 5%. Reconheço que há quota de mercado comunitário por conquistar e há que olhar com atenção para as geografias da América Latina. A Oriente, o gigante chinês representa uma avenida de crescimento para a nossa economia. E claro todos os mercados de língua portuguesa. A diáspora é um potencial por explorar.

Fonte :Diário Económico
 

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