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Comércio Externo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por F Da Silva   
Terça, 07 Setembro 2010 15:49
Portugal aparece no Enabling Trade Index 2010 do World Economic Forum no 36° posto, numa tabela classificativa liderada por Singapura, Hong Kong e Dinamarca, sendo Luxemburgo 9° e a Espanha 32°.

O elevado défice da balança comercial portuguesa é o principal responsável, juntamente com a dependência energética, pela dívida externa de Portugal. Por exemplo, o deficit comercial de Portugal atingiu os 23,2 mil milhões de Euros em 2008, ou seja um aumento de 12,1% em relação a 2007. Em 2009 o crescimento desse deficit foi ainda de 10,1%, muito embora durante esses dois anos as trocas comerciais tenham sofrido com a crise e com o abrandamento da actividade que se seguiu. Todavia, houve mesmo assim um aumento das exportações de 1,5% contra um aumento das importações de quase 8%.

Como referido anteriormente, cerca de 70% das trocas comerciais são realizadas com a União Europeia. No que diz respeito aos produtos e aos actores do mercado nota-se que a vizinha Espanha tem um lugar privilegiado, principalmente no que se refere a importações da indústria alimentar. Quanto às exportações, Portugal tem a particularidade de funcionar num modelo triangular, no qual são as empresas estrangeiras que assumem uma parte substancial das exportações industriais: por exemplo, entre 15% e 20% das exportações portuguesas estão nas mãos de empresas alemãs.

Nesse aspecto nota-se agora que os portugueses tomaram consciência da relativa desindustrialização do país durante os últimos 20 anos, depois da sua adesão à União Europeia. Para compensar, Portugal procura compensar com o Investimento Directo Estrangeiro em áreas declaradas prioritárias.

Os produtos e sectores tradicionais de exportação em 2008 foram: máquinas, equipamentos electrónicos, veículos, têxteis, vestuário e calçado. As importações são muito diversificadas, registando-se uma forte dependência energética e um importante deficit em matéria de produtos agrícolas.

A parte do comércio de serviços tem crescido continuamente desde a década de 1980 e representa hoje mais de 70% do PIB. Esta é também a parte mais dinâmica da economia portuguesa, nomeadamente no que diz respeito ao comércio, aos transportes, às novas tecnologias e telecomunicações bem como aos serviços financeiros, sector que embora pareça pequeno, é um dos mais produtivos da Europa.

De salientar que os bancos portugueses têm-se desenvolvido internacionalmente, tanto no seio da imigração portuguesa ou acompanhando os exportadores nacionais. Nos últimos dez anos têm-se instalado na Polónia para onde exportaram, com sucesso, o seu modelo de negócios e de funcionamento.

O turismo é uma fonte significativa de receitas externas, representando entre 7% e 8% do PIB. O sector sofre com a actual crise global e a queda do poder de compra dos seus clientes habituais, apostando agora no mercado de gama alta. Luxemburgo aparece no 17° lugar de origem de turistas, com uma fatia de um pouco menos de 1% das receitas da hotelaria portuguesa.

Cabe aqui dizer que Portugal considera o mercado luxemburguês como pequeno e pouco interessante. Talvez o facto de, segundo estudos recentes, o turista luxemburguês consagrar um orçamento médio de 1.900 euros por pessoa e por ano às suas (curtas) férias, possa ser um elemento que dinamize a promoção turística de Portugal no Luxemburgo, sobretudo no eixo da gama alta, na qual se inclui aqui o turismo residencial no sul de Portugal.

O comércio bilateral com o Luxemburgo aumentou significativamente entre 2005 e 2007, estagnando um pouco em 2008. Para Portugal, o Luxemburgo é o seu 45° parceiro comercial (17° na relação inversa).

Além disso, o Luxemburgo mantém-se regularmente entre o 5 º lugar e 7° posto entre os países de origem do investimento directo estrangeiro em Portugal (IDE).

Actualizado em Segunda, 04 Outubro 2010 21:21
 

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