| Embaixadores portugueses vão ter objectivos quantitativos |
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A AICEP vai enviar uma carta de missão a todos os embaixadores com a definição de objectivos concretos e quantitativos para cada mercado, revelou Pedro Reis, o presidente da agência, ao Diário Económico. "A definição dos objectivos quantitativos está em estudo", explicou Pedro Reis, acrescentando que, contudo, "é preciso ter cuidado para não exigir coisas que não dependem dos embaixadores". A definição de objectivos quantitativos aos embaixadores, no âmbito da diplomacia económica, não é uma intenção nova. Mas tem-se debatido sempre com uma forte oposição do corpo diplomático, que recusa ser avaliado desta forma. Agora que a AICEP passou a estar sob a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros, os embaixadores serão funcionalmente responsáveis pelas delegações da agência no estrangeiro e, portanto, "deverão cumprir um plano estratégico que é elaborado em conjunto com a AICEP, com objectivos concretos e métricas de avaliação bem definidas para que se possam aferir os resultados obtidos", sublinhou Pedro Reis. Este estreitar de relações entre a AICEP e as embaixadas é um caminho iniciado há já várias legislaturas e que já resultou na co-localização da maior parte das delegações da AICEP nas próprias embaixadas ou nos consulados. Mas, para garantir melhores resultados em termos de diplomacia económica, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, procedeu, no início deste ano, ao maior movimento diplomático dos últimos dez anos, forçando a passagem à reforma dos embaixadores com 65 anos. "Pretendeu-se dar espaço a uma nova geração de diplomatas já que a média de idade baixa dos 62 para os 52 anos e duplica o número de mulheres à frente das missões diplomáticas", explicou uma fonte governamental à Lusa. Fonte : Mónica Silvares, Diário Económico |







