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Credibilidade versus Crédito PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
luis2Credibilidade e crédito são duas palavras que, quase sempre, vão no mesmo sentido e designam uma avaliação positiva de algo que se analisa.
Quase sempre porque, e quando falamos de crédito financeiro, nem sempre quem se apresenta com um comportamento credível, lhe é atribuído o crédito que necessita.
Com maior ou menor dificuldade: o Governo português, os portugueses e a maioria dos partidos políticos que os representam, têm vindo a cumprir os objectivos do memorando de entendimento com as instituições que financiaram a ajuda externa ao País. No entanto e apesar da nota positiva que estas instâncias têm atribuído a Portugal, a situação económica agrava-se, aceleradamente, destruindo o que resta do tecido empresarial português, encurralado pelas limitações de crédito.
De facto, um dos maiores problemas que afectam Portugal e os portugueses é a extrema dificuldade em obter crédito para as suas famílias, empresas e o próprio Estado, a braços com juros elevadíssimos e com extremas dificuldades em financiar-se, a médio prazo, nos mercados de capitais.
A esmagadora maioria das famílias, a braços com autênticos dramas sociais de sobrevivência digna, em consequência do desemprego e da diminuição dos seus rendimentos, cortam profundamente o consumo, provocando sucessivas falências no sector comercial português. Com o desaparecimento dos serviços, desaparecem igualmente as indústrias fornecedoras e o desemprego progride, na sua marcha arrasadora.

As empresas, nomeadamente as pequenas e médias empresas (que constituem a grande maioria da estrutura produtiva nacional), que alimentam o mercado interno e mesmo as que se lançam na conquista dos mercados externos, estão limitadas pelo difícil recurso ao financiamento e pela diminuição do consumo interno, acabando por esgotar os fracos recursos de capitais próprios e fechar, ou tentando, timidamente, ousar apresentar-se nos mercados externos, sem capacidade financeira suficiente para utilizar as essenciais estrututuras de promoção das suas vendas e se afirmarem solidamente em mercados tão exigentes.
O Estado português e as restantes instituições públicas, cujos recursos financeiros dificilmente chegam para pagar as suas dívidas, está incapaz de financiar o imprescindível desenvolvimento económico e, não tendo um sector bancário nacional que o possa apoiar (este também a braços com a necessidade de se recapitalizar), tem-se remetido ao papel de motivador das exportações, quer dos produtos nacionais, quer da mão de obra!...

Sendo a crise portuguesa um problema de difícil (senão impossível...) resolução meramente nacional e com uma dimensão que afasta a possibilidade de qualquer "mágica" solução, todos os portugueses devem contribuir, na medida das suas capacidades e meios, para a minimizar.
Ao verificarmos que uma grande parte dos financiamentos, internos e externos, tem sido concedido às grandes empresas, que muitas vezes se repetem junto das mesmas instituições, a CCILL (Câmara de Comércio e Indústria Luso-Luxemburguesa) interroga-se sobre se, a maioria das empresas portuguesas, é conhecedora de outros meios de recurso ao crédito, nomeadamente externo, que se encontram disponíveis.

Assim, tem intervido, junto das instituições financeiras europeias, para que disponibilizem financiamentos às pequenas e médias empresas portuguesas, que permitam assegurar a sua rentável produtividade. Dos contactos efectuados, a CCILL obteve interessantes esclarecimentos sobre programas de financiamento existentes e acessíveis, que nos permitem sondar as empresas, com necessidades financeiras urgentes ou com projectos sólidos, que exijam esses meios.
Neste contexto, informamos todos aqueles que se enquadrem nas permissas anteriores e que nos queiram consultar, que o devem fazer através do e-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .
Luis Barreira
 

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