Paulo Portas (MNE) quer empresas portuguesas “a facturar” na América Latina Versão para impressão
MNE fechou na Venezuela acordos no valor de mil milhões de euros até 2015.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal continua a dedicar grande parte da sua agenda à promoção das exportações portuguesas e, numa altura em que o investimento português na Colômbia vive um bom momento, Portas sublinhou as "excelentes oportunidades de negócio que existem nos dois países e que podem e devem ser aproveitadas com benefícios mútuos".
Poucos dias depois da Jerónimo Martins ter anunciado que investirá cerca de 400 milhões de euros na Colômbia em 2012, Portas reuniu-se com o presidente Juan Manuel Santos, a ministra das relações exteriores e o ministro do comércio, indústria e turismo para tentar estreitar as relações comerciais.

Paulo Portas continua focado na internacionalização das empresas portuguesas e, enquanto se aguarda pela nomeação da nova equipa para a AICEP, o ministro dos Negócios Estrangeiros continua a assumir este dossier no seio do Governo - tem sido, aliás, o único ministro com um discurso insistentemente voltado para a internacionalização das empresas portuguesas. Antes mesmo de aterrar em Bogotá, Portas assinou 13 novos acordos de cooperação bilateral entre a Venezuela e Portugal com um "potencial de negócios que se aproxima dos mil milhões de euros nos próximos três anos". Seguindo uma estratégia em tudo idêntica à de Sócrates e de Luís Amado, ainda assim, Portas deixou na Venezuela um pedido expresso aos trabalhos de casa: estes acordos estão "ao nosso alcance desde que as empresas sejam dinâmicas, o que está na sua natureza, e que as autoridades façam o trabalho de casa".
Fonte : Francisco Teixeira, Diário Económico